CURRÍCULO NA MODERNIDADE E PÓS-MODERNIDADE

 

Luciano Santana

 

Por volta do século XVI, João Calvino faz uso do termo curriculum tendo em mente uma pista de corrida, isso para descrever a trajetória, o percurso, a forma de vida para seus seguidores. Em 1663 o termo currículo entra para o dicionário e tinha o sentido apenas de um curso, ou seja, como um curso regular de estudos, seja ele para escola ou universidade. Já no século XIX, a palavra currículo é vista como um simples curso de estudos aplicados em variados níveis de escolaridade.

Mas com o passar do tempo, ganha novo sentido e dimensões, muito além de um simples curso, ela passa a conter nela ideologias, poder, que conduz a sociedade rumo ao destino pré-estabelecido pelas classes dominantes.

O currículo inicia de forma tímida, definido no princípio, por vários teóricos como Tylor, Good, Jhonson entre outros como uma ação pedagógica planificada.

Com o passar dos anos, acompanhando os avanços da sociedade, política, economia e tecnologia, o currículo ganha um novo perfil. O advento da globalização, fruto da invenção capitalista neoliberal, o currículo passa a se constituir um instrumento de poder para formação profissional que atenda demandas do sistema capitalista.

Na contemporaneidade, apresenta-se com uma nova interface, permitindo que diferentes movimentos ganhem força como os de afirmação do direito à diferença, fortalecimento dos grupos marginalizados socialmente e culturalmente a saírem do anonimato, buscarem seus espaços na sociedade, a exemplo das feministas, dos negros, gays entre outros dando assim poder ao multiculturalismo  abrindo novos horizontes a classes antes não valorizadas e discriminadas, menos favorecidas, como por exemplo, o crescimento e reconhecimento da mulher.

Com isso, surge também o crescimento de outras categorias de pessoas na busca por seu espaço e o reconhecimento tais como: negros e homossexuais, devendo o currículo atender essas novas demandas e se tornar mais flexível adaptando-se às novas realidades sociais.

Hoje com todo esse avanço nas áreas de tecnologia e comunicação, possibilitando a abertura de novos horizontes, novas formas de comunicação e disseminação do conhecimento, encontramos nosso mundo interligado e avançado pela rede mundial de computadores a Internet, todos os dias surgem novas descobertas tecnológicas, em face disso surge a necessidade de um currículo que se adapte a ‘sociedade em rede’  como diz Castells.

Hoje há uma necessidade de indivíduos mais críticos e reflexivos, conscientes desse novo mundo, por isso, o currículo precisa ser mais aberto e flexível, que possibilite trabalhar em sala de aula de forma interdisciplinar, levando em consideração as vivências dos indivíduos, pois cada indivíduo é único com suas particularidades e traz para a sala um conteúdo contextualizado.

Então concluímos que a necessidade do currículo para a era contemporânea, precisa ser um ‘currículo multiculturalista’ , que atenda as necessidades das pessoas tornando-as críticas e capazes de enxergar muito além das aparências, que atenda à coletividade. Precisa contemplar o desenvolvimento de competências e habilidades, possibilitar um trabalho de forma interdisciplinar com bases na Pedagogia de Projetos, usar os recursos tecnológicos como mediadores e formar crianças produtoras de conhecimento. Nesta era não podemos mais aceitar a pedagogia da reprodução, tendo o professor como o centro e um simples transmissor de conteúdos, os chamados “pacotes prontos”, reproduzindo indivíduos bitolados e engessados, limitados no conhecimento.

Vamos lá! É hora de romper as barreiras do comodismo, o professor do século XXI precisa ser comprometido e criativo, que saiba utilizar todos os recursos no seu entorno, não somente o que se encontra dentro da escola, mas toda comunidade a sua volta. A escola deve ser inclusiva e o conhecimento precisa ser socializado de forma democrática, as crianças devem ser estimuladas a aprender e a educação precisa ser transformadora.

 

 

 

 

 

REFERÊNCIAS

PACHECO, José Augusto. Escritos Curriculares. Cortez, 2005

MOREIRA, Antônio Flávio & Org. Currículo: Questões Atuais. Papirus

SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de Identidade: Uma introdução às teorias do currículo. Autentica

 

 

 

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA DEMOCRATIZANDO O ENSINO E MODIFICANDO O CURRÍCULO

 

Realmente estamos no século XXI, onde nossos antepassados imaginavam coisas surpreendentes. Ainda não chegamos a ter carros voadores, nem tão pouco movidos a energias alternativas e longa escala como se imaginava ser, e como vimos nos cinemas, nos filmes futuristas. Mas no tocante a educação o futuro já é realidade.

Chegamos à era da educação à distância, quem diria!

Essa nova modalidade em educação vem revolucionando e inovando a educação deste século. Agora não existe mais a barreira do tempo e do espaço, não existe mais a distância, pois bem pertinho de você, em sua própria casa você pode ter seu tão desejado curso de graduação superior por meio da EAD.

Antigamente existiam cursos à distância, mas nada tão dinâmico, tão interativo e com tantos recursos tecnológicos. Os cursos oferecidos anteriormente eram desenvolvidos na metodologia tradicional, geralmente de forma que denominamos “pacotes prontos”, onde os alunos não tinham autonomia, não podiam interagir, quanto mais expressar sua criticidade.

Outra grande vantagem desta modalidade em educação foi que oportunizou as pessoas de cidades de interior onde não havia faculdades a graduar-se, tendo acesso a conhecimentos acadêmicos antes para tais pessoas inimagináveis.

Outro grande achado da EAD é que com tais conhecimentos adquiridos e também com o grande volume de pessoas que estam ligadas ao mesmo tempo surge então uma troca de conhecimento fantástico, e há possibilidade de grandes discussões por meio de fórum, chats o que pode desencadear o que chamamos de hipertexto, pois com os recursos disponíveis na rede essa construção se torna possível. Com essa possibilidade do hipertexto informático o aluno deixa de ser apenas um simples receptor de informações fechadas, e passa a ser um construtor de conhecimento, passado a ser um autor e colaborador.

Para que a EAD aconteça faz-se necessário o uso de algumas ferramentas indispensáveis tais como a rede mundial de computadores, a internet, entre outras TIC´s que são as tecnologias de informação e comunicação, as bases locais chamadas de UP´s com seus respectivos tutores e mestres.

Com o surgimento das EAD´s  também abre um novo mercado de trabalho com profissionais qualificados para atender tal demanda, tais como: professor/instrutor, os web-roteiristas, web designer e ainda o instrucional designer.

Tudo isso já é uma realidade hoje e tende a crescer mais e mais. E o currículo tende a acompanhar os acontecimentos, o currículo também tende a modificar-se acompanhando as novas tendências da sociedade, pois o currículo hoje não está mais fechado, como num modelo tradicional, mas o que se busca para o currículo hoje é um currículo multireferencialista, que respeita todo o ser humano em suas tendências e particularidades, bem como cada cultura.

EAD e currículo acompanhando a nova tendência do século XXI.

 

MULHER
Semente...
SER-mente...
SER que faz gente,
SER que faz a gente.

MULHER
SER guerreiro, guerrilheiro, lutador...
multimidia, multitarefa, multifaceta, multi-acaso...
multi-coração...

MULHER
SER que dá conta,
que vai além da conta,
que multiplica,
divide, soma e subtrai, sem perder a conta,
sem se dar conta, de que esse século foi seu parto,
na direção de seu espaço,
de seu lugar de direito e de fato,
de seu mundo que lhe foi usurpado e que agora é por ela ocupado.

MULHER... Esse SER florado, esse SER adorado,
esse SER adornado, que nos poem em um tornado, nos deixa saciado e transtornado, que nos faz explodir e sentir extasiado. SER admirado...

MULHER...
Nesse final de milénio, faça a transição. Tire de seu coração a semente que vai mudar toda a gente
levando o mundo a ser mais gente...
Um mundo mais feminino, mais rosado e sensibilizado,
mais equilibrado e perfumado...

PARABENS MULHER !!! Não pelo oito de marco,
nem pelo beijo e pelo abraço,
nem pelo cheiro e pelo amaço. Mas por ser o que és...
Humus da humanidade,
Raiz da sensibilidade, Tronco da multiplicidade, Folhas da serenidade, Flores da fertilidade, Frutos da eternidade...
Essencia da natureza humana.

Parabéns...
  Autor Desconhecido

Violência social

 

A violência social é um dos frutos do sistema de vida imposto ao homem. Esse quadro vem se acentuando com o passar dos anos, e ultimamente vem se agravando devido a alguns fatores como: O crescimento desordenado das grandes cidades, a desigualdade social, a falta de educação de qualidade, emprego e moradia.

 

O sistema vem mudando a vida das pessoas tanto no campo como nas grandes cidades. No campo vem ocorrendo o êxodo rural que coopera para provocar nas grandes cidades um crescimento desordenado nas áreas urbanas. Essas pessoas por não acharem meios de sobrevivência no campo, vem para as cidades e não achando moradia adequada vão para as favelas.

 

Infelizmente com essa formação desordenada provoca uma má higiene, pois não há esgotamento sanitário, nos arredores não há uma escola de qualidade, hospitais e assistência social, resultando assim quase sempre um quadro de perigo a sociedade.

 

Embora nem todo mundo que mora nas favelas são marginais e traficantes, convenhamos que parte destes surgem das favelas. Sabemos também que isso é reflexo do sistema, que é capitalista e exclui a maioria, colocando a riqueza na mão de poucos, caracterizando assim o que chamamos de má distribuição de renda.

 

Mas há esperança, é possível mudar essa realidade, adotando medidas como: Mudanças no sistema, pois já esta, mas que provado que este é falho, buscar fazer mais investimentos na área de educação, gerar uma política de emprego e renda, produzindo uma melhor distribuição de renda, garantir a saúde das famílias e programas para orientação e planejamento familiar. Acreditamos que com a aplicação dessas técnicas em médio prazo ocorrerá a diminuição significativa da violência social.

ANÁLISE DO CONTEXTO EDUCACIONAL LOCAL E GLOBAL CONSIDERANDO AS SUAS MULTIPLAS DIMENSÕES TOMANDO COMO BASE A CONTRIBUIÇÃO DAS CIÊNCIAS SOCIAIS 

 

A educação de modo geral na maior parte do mundo desempenha um papel fundamental em cada sociedade, para formação de cada ser, pois é através dela que as culturas, bem como o sistema de vida em cada lugar é disseminado.

Em boa parte dos países de nível de desenvolvimento elevado a educação é tratada de forma coerente, a vista dos investimentos que são feitos à mesma, segundo estudo realizado neste ano pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Nesse estudo chegou-se a conclusão que o Brasil investe mal e pouco em educação, visto que foram analisados 36 países.

Em muitos países os investimentos em qualidade de educação se tornaram um potente recurso para sair da situação crise, a exemplo da Coréia do Sul que em médio prazo pode mudar sua colocação no ranking mundial ocupando hoje lugar de destaque no cenário mundial.

Voltando os olhos para o Brasil, onde já se constatou por meio de pesquisa, a exemplo da já mencionada, que os investimentos em educação não são adequados para alavancar uma grande mudança, então perguntamos: Por que não se faz tais investimentos? Será que é por falta de recursos? Ou será má vontade política agregada a interesses de uma pequena elite dominante?

Para encontrar respostas a essas e outras perguntas que a pedagogia por si só não conseguiria alcançar resposta de tamanha profundidade, ficando apenas nisso, ou seja, no senso comum. É necessário então potencializar a pedagogia fornecendo a esta o suporte das ciências sociais que através de seus estudos e pesquisas consegue investigar em sua complexidade essa questão sobre o sistema educacional.

Quando nos voltamos à história das grandes descobertas científicas, percebemos que muitas delas foram idealizadas para benefício de uma comunidade, a exemplo da energia nuclear descoberta por Isaac Newton. Certamente a sua intenção não foi produzir a bomba atômica, instrumento que matou milhares de pessoas, mas buscava uma nova fonte de energia, mas quando tais descobertas caem em mãos erradas é transformada, tornando-se instrumento de medo e dominação. Assim também ocorre com a educação que em mãos de uma elite dominante manipula para atender seus interesses, e também torna-se o aparelho ideológico do Estado, que de forma subliminar transmite as regras para dominação ideológica que cega o cidadão, e forma um individuo alienado. É só imaginar alguém indo ao cinema de projeção 3D e não colocar os óculos especiais que possibilite tal visão. Isso faz as ciências sociais na pedagogia, possibilita o professor e ter uma visão mais macro do sistema como um todo, dando a este o poder de interferir na realidade, possibilitando sua autonomia em sala de aula, saindo assim desse círculo vicioso, o senso comum.

É preciso entender o sistema para assim muda-lo, no mínimo entender, e assim conhecendo os mecanismos que os regem, suas falhas, imprimir a mudança.

Os profissionais na área de educação no exercício de suas atribuições têm autonomia para começar tal mudança. Na verdade a mudança precisa começar nele, e este como agente multiplicador, pode então levar seus alunos a uma outra dimensão de conhecimento, conduzindo-os a ter uma consciência crítica, exercitando-os a reflexão.

Certamente esse é um dos principais motivos de que no Brasil tal educação de qualidade, que leva a reflexão, não é praticada, as escolas não são boas em sua maioria, e os profissionais da área são mal remunerados, pois não há interesse da massa dominante que tal mudança ocorra e assim permaneça essa ideologia predominante.

 

 

INVESTIMENTOS EM EDUCAÇÃO, COMO ESTÁ?

Partindo da análise da frase “o preço que se está disposto a pagar pela educação determina o quanto ela vale para você”, frase adaptada a esse contexto, e ainda a análise de dados extraídos de pesquisas realizadas por organizações de renome internacional, como por exemplo, a OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) e UNESCO (organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura), concluímos que no Brasil não se tem dada à atenção necessária a educação.

 

Não sendo ingênuos de que a educação é a única solução para acabar com os problemas no Brasil e também em outros lugares no mundo, mas que é uma peça importante nesse processo, os dados expostos aqui irão demonstrar que os investimentos em educação no Brasil estão muito aquém de muitos países, até mesmo os que segundo o ranking mundial ocupa uma posição inferior ao Brasil.

 

Embora tenha a 14ª maior economia do mundo, o Brasil não investe o suficiente em qualidade de ensino. Segundo uma pesquisa mundial realizada pela UNESCO, obtemos a 71º lugar, lembrando que a foram 121 países pesquisados. Este resultado é obtido pela soma de dados da alfabetização, matrícula na escola primária, qualidade na educação e paridade de gênero na escola, destacando que destes, três fazem parte da meta do Programa Educação para Todos. Nesta pesquisa a UNESCO destaca ainda que o Brasil seja um dos 12 países que concentram 75% de todas as pessoas com idade acima de 15 anos que não sabem ler ou escrever, temos no mundo 1,9% dos analfabetos.

 

Segundo análise dos dados conclui que será muito difícil cumprir as metas do Programa Educação para Todos, resultado firmado por vários países no Fórum Mundial sobre educação em 2000 no Senegal. Para a UNESCO o cumprimento de apenas três das seis metas, caracterizam a falta de investimentos no setor.

 

Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas) o Brasil tem o maior índice de repetência na quinta série da América Latina. A quantidade de horas que nossas crianças passam na escola também está em média abaixo do considerado ideal.

 

Para o diretor da Inesc (Instituto de Estudos Sociais Econômicos), o Estado tem se preocupado apenas com a expansão das matrículas em cumprimentos dos acordos internacionais, mas desprestigia a formação do corpo docente e investimento em infra-estrutura, levando assim em conta apenas está na escola, mas na realidade não há o cumprimento das metas no que se refere à melhoria da educação. Especialistas afirmam não há como pensar numa reversão do quadro sem pensar em maior investimento de recursos públicos.

 

Outra pesquisa realizada recentemente pela OCDE revela que o Brasil além de se investir pouco na educação há um mau gerenciamento destes recursos. A pesquisa considerou 36 países, embora o nosso país não faça parte desta organização.

 

Analisando o quesito que mede quanto se gasta por ano com estudante por ano, ficamos em último lugar na lista, apenas US$ 1.303 o equivalente a R$ 2.749 1/10 do que os Estados Unidos gasta, por exemplo. Prosseguindo na análise dos dados obtidos ao comparar agora a quantidade de investimentos entre cada nível o Brasil também está em último lugar, empregando apenas US$1.033 sendo R$ 2.179 por aluno no ensino médio, observando o mesmo quesito no ensino fundamental ganha apenas para a Turquia revela pesquisa. Seguindo este mesmo princípio para o nível superior já se percebe uma boa melhora nos investimentos subindo para o meio da lista com US$9.019 (R$ 19.000), ficando acima de alguns países da Europa e Ásia.

 

A pesquisa também avaliou os investimentos em educação em comparação com o PIB (Produto Interno Bruto), a situação também não é nada boa, ocupando a antepenúltima posição, são 3,9% do PIB, enquanto que em Israel por exemplo são 8%.

 

Segundo o TCU, o governo usou “metodologia inadequada” para o cálculo dos limites mínimos de gastos com manutenção e desenvolvimento do ensino fundamental e erradicação do analfabetismo. Do total de recursos para a educação o governo deveria destinar 30% à erradicação do analfabetismo e ensino fundamental, mas este destinou apenas 25,2%.

 

O pouco investimento em educação é um sinônimo de má condição do estudo, o que desencadeia uma fraca formação acadêmica que, por fim resultará em perdas econômicas e sociais. Apesar dos recursos de programas como o Fundeb, Reuni e o PDE (Plano de  Desenvolvimento Educacional), a afirmação feita no inicio deste parágrafo traduz a situação em que se encontra a educação brasileira de acordo com padrões internacionais.

 

O país não pode se conformar com a dívida educacional que tem, mas é o que se percebe pelo nível de investimentos realizados. Para a UNU (Universidade das Nações Unidas) no Brasil, outro reflexo da má valorização de investimentos em educação é a má valorização do profissional em educação, o professor, pois este não tem recebido o devido destaque do Poder Público, o que pode concluir que a educação está sendo subsidiada pelo próprio professor, quando muitas vezes se admite que o professor deveria ganhar melhor, mas o governo não tem condições de pagar mais.

 

Segundo José Raimundo Romeo presidente da UNU no Brasil, sem investir no setor, os governos estão afastando jovens talentos do exercício da docência, contribuindo para a falência da educação pública.

 

Com base nos dados expostos no texto podemos concluir que de fato não está sendo pago o devido preço pela educação. As verbas destinadas são insuficientes para mudar o quadro da educação Brasileira, e ainda a forma de aplicação dos recursos segundo o próprio tribunal não é adequada. Os futuros educadores tendo conhecimento de tais informações necessitam desenvolver um sentimento crítico construtivo e buscar organizar-se para sair de tal patamar de inferioridade, e alcançar de forma consciente o devido valor da educação, não que vamos tornar da educação um negócio como vemos a tendência, advinda do neoliberalismo, mas adequá-la A posição econômica alcançada e também a desejada. Como denominado país emergente na economia, com grandes perspectivas de crescimento, é preciso ver que a educação deve caminhar junto com tal crescimento e aniquilar essa idéia de que professor é um herói, mas sim um profissional.

 

Desenvolvimento emocional: o papel da Escola

DESENVOLVIMEN TO PESSOAL:OPAPEL DA ESCOLA

  RESUMO: A educação conta hoje com um grande obstáculo de ordem emocional. Alunos competentes intelectualmente vêem apresentando quedas significativas de rendimento, problema que afeta pais e educadores comprometendo o aprendizado e as relações estabelecidas dentro das Escolas. Tal fato afeta consideravelmente os professores que também encontram-se carentes emocionalmente.

Acreditamos que o educador tem um papel fundamental e que o mesmo deve estar preparado emocionalmente para tal função,com cursos e momentos de reflexão que enfatizem o equilíbrio, o auto-conhecimento e o crescimento pessoal, ampliando a percepção das próprias emoções, favorecendo envolvimentos mais empáticos e sadios, o que só trará benefícios para a educação.

Partimos do princípio de que a pessoa emocionalmente inteligente, sabe colocar suas capacidades a serviço de metas e motivações. É mais eficiente e realista, mais criativa e disposta ao novo. Dai a importância de um investimento no desenvolvimento pessoal de nossos profissionais da educação.

PALAVRAS CHAVES: Desenvolvimento Emocional.

INTRODUÇÃO: Hoje, mais do que nunca, é importante que tomemos consciência da necessidade de investirmos no nosso processo de auto-conhecimento e nas relações interpessoais, pois começamos a constatar que, além das notas baixas em leitura e escrita, existe um outro tipo de deficiência vivenciada por nossos educandos, a “deficiência emocional”.

DESENVOLVIMENTO: Pesquisas recentes afirmam que nossos alunos apresentam déficits de aptidões emocionais, afirmação que pode ser comprovada se levarmos em conta o comportamento apresentado por eles: retraimento ou dificuldades de relacionamento social; ansiedade e sintomas depressivos; problemas de atenção ou de raciocínio; assim como atitudes agressivas e delinqüentes.

A grande tragédia educacional do nosso tempo é a triste conclusão que nossa crianças e nossos adolescentes, mesmo possuindo um bom potencial intelectual, não rendem na Escola, apresentando-se como alunos medíocres  por questões de ordem emocional, que surgem mascaradas muitas vezes pelos famosos problemas de conduta, trazendo a tona a indisciplina, vilã de nossas salas de aula.

Podemos confirmar o que foi dito, quando observamos os incidentes ocorridos dentro de nossos Colégios,tornando manifesto um  problema que queremos esquecer e que até justificamos nossa apatia,  com a crença de que tais questões não são de responsabilidade da Escola.

Pesquisas recentes mostram um aumento de prisões de jovens envolvidos em crimes violentos e estupro, sem falar no número triplicado de suicídios entre adolescentes. Os dados mostram uma queda nos níveis de competência emocional, que se manifesta através de atitudes como: envolver-se em encrencas constantes, mentir e trapacear, discutir muito ( não tendo limites e desrespeitando

as pessoas com as quais se relaciona ), destruir as coisas dos outros, desobedecer na Escola e em casa, provocar demais e não demonstrar nenhum controle emocional.

A Escola, na pessoa do educador, não pode ficar distante de tudo o que está acontecendo e, entender a educação como um processo psicossocial, já é um grande passo. Temos que aceitar a existência do analfabetismo emocional e desenvolver procedimentos, na Escola e nas famílias, para que este quadro possa ser revertido.

Diante de tal realidade, se nós educadores não nos prepararmos além de teórica também emocionalmente, não daremos conta do recado e iremos adoecer.

É no dia-a-dia de nossas salas de aula, que percebemos o quanto carecemos de maturidade emocional. Nós  os educadores, os modelos de identificação, batemos de frente com nossos alunos entrando, muitas vezes, na energia deles, que se manifestam dentro da incompletude característica da faixa etária e nós, os adultos da relação, nos descontrolamos e não nos diferenciamos com uma atitude mais segura e equilibrada.

Estamos na era das doenças psicossomáticas, problemas psíquicos estão sendo jogados para o físico e estamos adoecendo. Cada vez mais educadores estão sendo acometidos por stress ocupacional, gastrite nervosa, cefaléia crônica diária, problemas de pele e de voz no exercício da sua profissão. Temos até o diagnóstico de uma nova doença, a síndrome de Burnout, prejudicando muito a vida profissional e pessoal dos professores, deixando-os sem ânimo para o trabalho e sem energia para enfrentarem os obstáculos diários.

Na vivência das relações com nossos alunos, nós professores expressamos nosso conhecimento e o nosso compromisso com o desenvolvimento social, emocional e cognitivo dos mesmos. Para tanto, precisamos nos conhecer melhor, investindo no nosso aprimoramento inter e  intrapessoal , tendo uma visão mais ampla dos nossos alunos, não só no que diz respeito ao seu desenvolvimento cognitivo, mas antes de tudo enxergando-o empaticamente como um ser humano, dentro de toda fragilidade que é peculiar aos seres humanos.

O professor deve ser, antes de tudo, um preparador emocional, acreditando no seu papel de transformador e na capacidade que o aluno tem de crescer e se desenvolver.

Não existem fórmulas mágicas , que irão resolver todas as nossas dificuldades num piscar de olhos, que farão desaparecer de nossas classes os “alunos problemas”. A pretensão é bem mais modesta, mais exige trabalho e boa vontade de todos nós.

CONSIDERAÇÕES FINAIS: O educador deve ter consciência e ser alertado da importância de um preparo emocional além de sempre buscar o aprimoramento e a atualização na sua área.

Hoje o mercado de trabalho ,em qualquer campo, pede profissionais mais bem preparados e equilibrados, pois não vivemos sem nos relacionarmos uns com os outros. E na Educação, principalmente, não há possibilidade de se compreender relações pedagógicas que não expressem relações pessoais significativas entre os atores na sala de aula.

Alguém precisa dar o primeiro passo. Por que não a Escola?

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

GOLEMAN,Daniel.”Inteligência Emocional”.Rio de Janeiro, Ed.objetiva,1995.

VALLE,Edênio.”Educação Emocional”.São Paulo, Ed.Olho d água,1997.

ALVAREZ RAMIRO J.”Distúrbios psicológicos Cotidianos”.São Paulo: Paulinas,2001.

ALMEIDA,Laurinda Ramalho.” As relações interpessoais na formação de Professores”: São Paulo. Ed.Loyola,2002.

ASSUMPÇÃO,Francisco B.”Transtornos afetivos da infância e adolescência”. São Paulo. Ed. Lemos,2002.

 

 

Olá pessoal, perdoe-me por não postar mais coisas pois estou de férias, mas pretendo colocar mais conteúdo no meu blog.

Gratos pelas visitas!!!!

 

Luciano Santana

GENTE QUE BOM É ESTAR DE FÉRIAS!!!

AGORA É PRECISO DESCANSAR UM POUCO E ORGANIZAR A NOSSA VIDA DESSA CORRERIA TODA QUE É A VIDA ACADÊMICA.

GALERA BOAS FÉRIAS E AGUARDO VOCÊS NO PRÓXIMO SEMESTRE.

FIQUEM COM DEUS

UM GRANDE ABRAÇO

BLOG SALA DE AULA

Blogs Educacionais e Intelectuais - Confira!

http://saladeaula.terapad.com/index.cfm?fa=contentNews.newsDetails&newsID=18196&from=list

A definição vista nesse blog define tudo vejam:

Blogar é interagir. O blog perde o sentido se ignorarmos essa característica que lhe é inerente. O diferencial dessa ferramenta é justamente o poder que tem de abertura para o diálogo. Blogamos e estamos expondo nossas idéias para o mundo. Idéias que nem todos precisam aceitar , mas podem questionar, avaliar, sugerir, acrescentar conhecimento.

BLOGS Pedagógicos

apresenta a você um desafio: Criar seu próprio blog. Aceite este desafio!!!

http://penta3.ufrgs.br/PEAD/Semana01/index.htm

este blog incentiva a construir blogs educacionais e também define o que são blogs, qual o objetivos dos blogs e também cita variosexemplos para encorajar-nos a construir o nosso.

Blog - APRENDIZ - Mídia e Educação

http://aprendiz.uol.com.br/content.view.action?uuid=665a46480af470100140984b2e837de1

Blogs podem romper barreiras da sala de aula

este blog visa valorizar a produção dos alunos. Ampliar a aprendizagem, relacionando os temas abordados em sala com o contexto do estudante. Ultrapassar os muros do colégio, estabelecendo contato entre o conteúdo produzido e o público externo. Além da grande atração provocada.

Centro de Referência Educacional

O Blog como ferramenta Pedagógica

http://www.centrorefeducacional.pro.br/blogsead.htm

Este blog mostra que os blogs estão deixando de ser uma agenda virtual para ser uma ferramenta de trabalho pedagógica.

Professores e alunos já usam todos os atrativos dos diários online para criar uma rede de ensino e comunicação.

Os blogs estão se profissionalizando e deixando de ser apenas "diário virtual adolescente" para

virar palco de discussões e fonte de informações para muitos setores. No mundo corporativo, vários executivos têm seus próprios blogs, assim como jornalistas renomados também mantêm um canal próprio de informação e discussão. E esta febre começa a contagiar professores e educadores, que já vêem nos blogs uma alternativa para comunicação na educação e um excelente meio para oferecer uma formação descentralizada

 
Um pequeno slide show com fotos do nosso
II Intercâmbio Pedagógico Cultural
realizado na Faculdade Unibahia.

Este vídeo fala sobre o uso dos CD´s como mídias nas salas de aula

 

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